pasmo hoje com o portugal
plasma-se-me a dúvida metódica:
poderá haver saida? poderá haver?
saída?
com trinta carvalhos!
centenários.
não poderá.
parece-me a mim.
e porquê?
porque nada há que funcione.
nada há.
que funcione e acho mesmo
que as coisas sempre funcionaram
mal.
sempre. desde o tempo em que não se contava
o tempo.
mal.
funcionavam mal.
até aí.
e sempre.
e agora tambem não.
nao se sabe se algum dia funcionarão
melhor.
não se sabe porque nada se sabe do que se deveria
saber.
nada.
se sabe.
mas eu sei que nada melhorará porque
não.
não temos quem saiba fazer.
temos hipocrisia e sobranceria e rebaldaria
em casa de sua senhoria.
antes tambem havia
mas não no pântano em que se tornou
esta democrática porcaria.
para o antes desculpas havia
não mais existem desculpas
não mais se atura estupidez
intelectual flacidez
nem brutal megalomania
que idiotia…
um país de gente torpe e lorpa e porcaria
um país que não existia
mas existe agora no aterro da javardice
da coscuvilhice
e da velhacaria.
este é um país de nada.
de gente estúpida e podre, e estúpida outra vez e cobarde
longe do que fomos se é que a a história que nos vendem
não é tão velhaca como quem a escreve.
um país de nada, um país de gás
metano.
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